domingo, 7 de fevereiro de 2010

Biblioteca de bolso

Os leitores mais ativos do Badu, nos últimos meses, devem ter notado a aplicação de uma enquete no menu do blog. A pergunta era simples: "Kindle: ele veio pra ficar?". Tratava-se de uma sondagem pra saber o nível de aceitação ou conhecimento desta, como posso dizer, ferramenta do saber. Provando que nem toda novidade engrena, apenas 4% dos votantes acreditam no sucesso do Kindle. O empate ficou entre os que acreditam no sucesso, mas daqui a um certo tempo e os que acham que o livro impresso continuará imperando: 29% dos votos. Ninguém foi radical a ponto de achar que o Kindle não presta nem um pingo [zero votos]. E para aqueles 37% que sequer sabem o que é Kindle, aqui vai a resposta!

Lançado pela Amazon, pesa 290 gramas e tem as dimensões de um livro comum, porém mais fino. Três anos atrás já estava sendo lançado nos EUA o Kindle, com capacidade de armazenar 1500 exemplares à venda na prórpia Amazon e em outros sites com livros digitais compatíveis ao aparelho. Imagine só: levar seus livros preferidos na bolsa, sem carregar peso, e podendo consultar frases ou palavras a qualquer momento com um sistema de busca no livro que você escolher? Incrível! Uma grande revolução nos eletrônicos e na maneira de conhecer das pessoas.

Pense bem: crianças resolveriam seus problemas com o peso dos livros, a partir do momento que livros didáticos pudessem ser fabricados em versão eletrônica e comercializados em versão compatível ao Kindle. Seria cada vez mais fácil adquirir livros e ainda por cima levar sua biblioteca própria pra todo canto.

Mas...

Há sempre empecilhos. Como é um produto novo, o Kindle ainda apresenta uma série de probleminhas básicos, coisa típica de produtos inéditos. Apesar do conforto visual na leitura dos textos, a passagem das páginas ainda é lenta, e muitos consumidores apontam essa lentidão e ausência de certas funções como ponto a ser melhorado.

Apesar desta inovação, o livro impresso jamais será esquecido. Como muitos já comentaram - e eu concordo! - nada substitui a sensação de tocar as páginas de um livro, o cheiro e o som das páginas virando. Um sincero enlace simbólico entre quem lê e o que está sendo lido!

Apesar de tudo, eu aprovo pela praticidade e inovação! Muito surreal, andar com sua biblioteca nas costas. :P Mas, que isso fique bem claro: livros impressos sempre serão a paixão mundial!

Para os interessados em saber mais sobre o Kindle, visitem esta página aqui.

Até!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Curta, hoje!


Rodando pelo país e passando por 20 cidades, o 2º Festival do Júri Popular dá o ar da graça aqui em São Luís! As exibições de curta-metragens, que começaram dia 01 e terminam dia 07, estão acontecendo no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho. Lá, a definição do quanto foi bom ou ruim o curta fica por conta da platéia. E eu, Mary, estive dando uma volta por lá! :)

Produzidos principalmente no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná, os curtas exibidos mostram temas variados, sendo avaliados quanto à direção, fotografia, montagem, atuação, trilha sonora e direção de arte.

Desde atuações de pessoas de carne e osso, animações, nove minutos apenas de chuva caindo e até zumbis: rolou de tudo naquela sala do Cine Praia Grande. :P Uma bela maneira de fazer com que o público expectador deixasse registradas suas impressões sobre as filmagens que acabaram de assistir.

O Festival está na sua cidade? Aproveite e confira!

Até.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Para onde caminha a humanidade?

O mundo nunca se aproximou tanto como se aproximou no último século. com todas as inovações tecnologias desenvolvidas nesse período ficou fácil saber o que está acontecendo do outro lado do mundo. Ficou fácil até mesmo ir para o outro lado do mundo, se quisermos. A tecnologia nos aproximou.

O mundo nunca se afastou tanto como se afastou no último século. Com todas as inovações tecnológicas desenvolvidas nesse período entramos em duas guerras mundiais, uma guerra fria e vimos várias nações guerrearem pelos mais diversos motivos. Mas... O quê nos afastou?

Ao longo de toda história, vimos a busca constante do homem pelo saber, de si e da natureza. Esses conhecimentos acabaram por criar uma legião de céticos. E nós usamos esse saber como veneno para matar antigas tradições, culturas e religiões que julgávamos atrasadas e acusávamos de deterem o progresso da humanidade. Hoje, roubos, assassinatos e injustiças são coisas corriqueiras em nossas vidas. O acumulo de riquezas, hoje, é o sentido da vida de muitos e, aos adeptos desse pensamento, não existe o outro, porque não existe espaço para uma troca altruísta.

Isso ocorre porque aqueles antigos preceitos, como já dito antes, foram abandonados. Preceitos estes que zelavam pela vida e bem estar do semelhante. Nós passamos a acreditar que a riqueza poderia substituir a ética e a empatia. Triste engano! hoje vivemos isolados dentro de nós mesmos e a única coisa que buscamos é a felicidade própria, sem parar para perceber que o mundo está tão evoluído quanto infeliz.

Algumas coisas são como os rabos dos cavalos: quanto mais crescem, mais descem. A humanidade é uma delas.

Post publicado no blog  "Ensaios em foco", no dia 30 de Outubro de 2009.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Homem: bom ou mau?

Em seu livro intitulado “Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens”, o filósofo francês Jean Jacques Rousseau afirma que “o homem nasce bom, a sociedade o corrompe”. Assim ele alegava que a natureza própria do homem é a bondade. As atitudes “questionáveis” do homem não seriam nada mais do que produto da sociedade.


Esse assunto também interessou o psicanalista tcheco Sigmund Freud. Para ele, ainda carregávamos no nosso inconsciente resquícios do nosso instinto animal (não esqueçam que também somos animais). Esse instinto faz com que nós, mesmo inconscientemente, sejamos maus com o outro quando nossas necessidades não são atendidas. Exemplo: se você vai num aniversário, você só leva brigadeiro pros amigos se você já tiver comido a seu.
Porém é preciso dar-se conta que não se pode fazer um julgamento acerca da natureza humana baseando-se em apenas um contexto. Trocando em miúdos, Rousseau dizia que o homem em seu estado natural era bom e um dos motivos para isso era que tudo que ele precisava a Mãe-Natureza lhe fornecia, mas... E quando isso não acontecia? Quem é bom é bom em todas as circunstancias. E é aí que entra Freud defendendo a perversidade do homem frente ao não atendimento de suas necessidades, claro que existem pontos obscuros na teoria freudiana. Por que os seres humanos, em sua grande maioria, se sentem felizes quando fazem outro ser humano feliz? É uma boa pergunta.
Enfim, esta é uma questão que divide opiniões. Não se pode afirmar que um ou outro esteja certo. Mas é um bom assunto pra ser discutido e espero que tenham gostado.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Pra quê escrevo?

Todos sabem que o Badulaques aceita a colaboração de qualquer um que esteja disposto a publicar algo aqui. Por isso hoje lhes apresento um post de Talita Guimarães, estudante de jornalismo na Faculdade São Luís, que irá compartilhar conosco suas impressões sobre a função e relação da literatura com o nosso cotidiano.


Sopro de inspiração

Literatura, a arte de escrever, é algo que me fascina. Livro, então, é uma das invenções mais fantásticas e preciosas da humanidade. Afinal como pode alguém deixar parte de si para as pessoas lerem anos depois? Como se explica alguém criar com palavras, mundos que serão parte da vida de outras tantas pessoas em inimagináveis lugares do planeta? Sempre penso nisso quando leio algo que me emociona ou quando tento explicar o que significa eternidade.

Reli em uma tarde, o belíssimo "Para tão longo amor” do escritor paulista Álvaro Cardoso Gomes. No livro, Álvaro escreve uma bela história de amor triste. Isso mesmo, amor triste. A tristeza vista como uma forma de amor que muda as pessoas, tornando-as melhores. Algo como o rapaz bagunceiro que se apaixona pela menina frágil e correta. Os dois vivem algo simples e cheio de ternura. O bom e velho amor puro. Mas ela adoece e morre. Ele, mudado, perde o chão, mas consegue se erguer em nome da amada e passa a viver por ela.


Talvez seja a magia de levar grandes histórias, através de palavras a pessoas desconhecidas, tocando-as com a mensagem, que torne os livros artigos tão especiais. Talvez seja por isso que goste tanto de ler. Leio mil vezes esse livro do amor triste . Choro mil vezes com ele. O mesmo acontece com "Os Miseráveis" de Victor Hugo e com tudo o que vem do querido Machado de Assis. Com o inesquecível “A Cor da Ternura” de Geni Guimarães ou o incontestavelmente delicado “O Pequeno Príncipe” de Antoine Saint-Exupery.

Sempre me perco pensando nisso. Sempre lembro do escritor gaúcho Moacyr Scliar e sua sábia frase: "A palavra escrita é um território que partilhamos em silêncio, em amável cumplicidade". De fato costumo me sentir amiga de quem escreve palavras que me tocam. É mesmo algo como ser cúmplice. Amavelmente cúmplice, quando o livro agrada.

Mais do que isso, esbarro na eternidade desses grandes nomes e suas grandes mensagens. E não posso deixar de me fascinar ainda mais com a capacidade do ser humano em se eternizar através de palavras. Chegar a pessoas e lugares que nunca se poderia imaginar. Permanecer vivo.

Escrevo também e há horas em que paro e me pergunto o porquê de fazê-lo. Lembro do espaço que a leitura ocupa na minha vida e entendo. Escrever é a minha vida. E ninguém poderá dizer que escrever e ler não é importante, que não faz diferença para a humanidade. Literatura preenche solidão. Salva e resgata o que há de melhor entre nós. É o como a alma, o que fica e é eterno.


“Escrevemos para dar ao mundo não-escrito uma chance de expressar-se através de nós.”

(Ítalo Calvino)